te dei minhas palavras.
jurei amor.
mandei doce.
mandei livro.
mandei flor.
mandei o melhor de mim,
repeti, como um mantra, o sim.
e ainda assim
não foi o bastante.
sobrevivo ignorante.
não sei onde moras.
nem entendo por que escondes.
não sei se ainda choras.
nem sei por que não me respondes.
por ti,
rezei pela vida
do meu inimigo.
fiz coisas que nem Deus sabe
que consigo.
desrespeitei meus medos,
e tenho estado por aqui,
inteiro,
sem segredos.
comi o pão que o diabo amassou,
no refeitório do inferno.
não morri no teu inverno,
de sibéricas palavras
e atitudes.
fiz tudo o que pude.
e mais um pouco.
há quem me chame de louco.
e mesmo eu, me chamo.
só mesmo um louco pra amar
como eu te amo.
à exaustão.
dando, em poesia,
como o pão de cada dia,
o próprio, e todo,
coração.
Arquivos Mensais:setembro 2010
23 de setembro
vinte e três de setembro
primavera, bem me lembro.
mais uma.
noite sem sono.
lua em seu trono,
céu lindo.
lendo teus escritos,
navegando entre saudade
e pensamentos bonitos.
coloridos,
guardados em muitos cantos
escondidos.
primavera.
mais uma.
olho tuas fotos.
entre todas as flores
quero a de lótus.
certeza.
mas
teu silêncio
me agride.
e tua indiferença
é mais forte
que minha crença.
tua frieza
me desespera.
tenta pintar de outono
a primavera.
mais uma.
lindíssima lua
lindíssima lua. tão clara
ilumina a minha alma
e enche meu peito de calma.
como o sorriso de Lara.
lindíssima lua. tão bela
toma a noite e irradia,
enche o céu com a poesia
do brilho dos olhos dela.
insone soneto.
tocou, ainda agora, aquela canção.
te trouxe a mim, assim, por meus ouvidos
e ecoou no meu oco coração.
parou para parir novos sentidos.
repetindo, de repente, seu refrão
traí versos que trago, retraídos.
escancarei seu cárcere no porão,
dei à luz os sonetos escondidos.
seus acordes me acordaram na prisão,
e também os meus versos esquecidos.
chegaram brisa e, breve, eram tufão
apagando os pagãos mal-entendidos,
reacendendo a brasa da paixão.
e lembrando que somos parecidos.
boca
há um dito bonito do povo, não é novo, que alega:
“a boca só faz discurso sobre aquilo que o peito carrega”.
só que tem a boca que se cala. nunca fala. e nem nega.
sorri seu sorriso de lado que, calado, se entrega.
dreaming
your naked body plays in my dream
with a smile that your lips drew to me,
in the most beautiful scene that could be…
making me happy like I never have been.
trova tuiteira 083
il tuo sorriso è l’anestesia
che mi libera della mia stessa noia.
riempie la mia vita con la poesia
e rende il tuo piacere la mia gioia.
carol
teus olhos, de azul tão bonito…
como o mar que abraça uma ilha.
te amo. com amor infinito.
no teu abraço, renasço, minha filha.
trova tuiteira 082 – Girassol
de todos teus belos encantos
já nem sei o que mais me seduz.
nos meus caminhos, e são tantos,
eu só sei seguir a tua luz.