Arquivos Mensais:outubro 2005

Soneto do Ex-poeta

Soneto do Ex-poeta

Já faz quase uma hora

Que eu só consigo rimar

Amor que se foi embora

Com amor que não quer voltar

A dor que dói no meu peito

Dói também no meu caderno

Não acho um verso perfeito

Nem tenho um amor eterno.

Perdi o dom da escrita

Que era o meu ganha-pão

Perdi a moça bonita

Perdi com ela a paixão

E a esperança infinita

Que enchiam o meu coração.

Carolina

Carolina

Carolina,
Doce amiga,
Mais que amiga,
Mais que doce.
Se fosse,
Carolina, uma flor,
Seria um amor-perfeito
Que eu usaria no peito,
No terno,
Pra mostrar o amor eterno,
De amigo,
Que eu trago sempre comigo,
Para dar pra Carolina
Do colo que me acolhe,
Me nina.
Menina,
Do abraço
Que me aquece,
Da palavra que me ensina.
Minha fortaleza,
De rara beleza,
Sorriso que me acalma
E alma
Cristalina.

Esse foi de presente pra minha grande amiga Carolina Senna.

Ana

Ana

Ana.
Goiana.
Se diz mundana
Se faz profana
Com nome de santa.
Dança a Taranta
E entra em transe.
Profundo.
E ganha o mundo.

Ana.
Veneziana.
Impaciente.
Indecente.
Coxas expostas
E as costas.
Ana.
Balzaquiana.
Adolescente.
Envolvente.
Entre a doçura de Cecília
E o erotismo de Miller.

Ana.
Capricorniana.

Para Ana, que pediu poema. E jamais vi.