janeiro 22, 2012

quase nada

por Marcelo Almeida

já nem pede tanto: um solo de violino,
respirar e, respirando, tragar maresia;
de novo amar como amava, quando menino,
para encontrar o que perdeu, sua poesia.

janeiro 7, 2012

silêncio

por Marcelo Almeida

tua ameaça de ostracismo
revelou-se, pois, levada a cabo.
descabido fruto do cinismo
a condenar-me, fora eu diabo.

calo-me. alternativa ao pranto.
inútil é dar-me ao desespero
se, desesperado, me ataranto
com meu inócuo destempero.

corte profundo, lobotomia…
inércia. que me faz mais forte.
necessária pausa na agonia
que vez em quando brinda à minha morte.

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dezembro 19, 2011

tostines

por Marcelo Almeida

ninguém responde por mais que eu questione
(há tantos anos me mantenho curioso)
se a saudade é combustível do insone
ou a insônia alimento do saudoso…

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dezembro 1, 2011

01/12/11

por Marcelo Almeida

meu anjo, meu doce,
minha amiga,
parceira na labuta,
companheira de luta,
boa de briga.

sempre musa.

mudou a vista.
o que era praia,
virou Paulista.

mudou, bastante, a geografia.
mas não há de sumir,
nem morrer,
a poesia.

por que morreria?

são só os melhores desejos…
um bem querer sem fim,
um mundo perfeito,
que trago no peito,
dentro de mim.
e é ele que eu quero que aconteça
na tua cabeça,
no teu dia-a-dia.

uma vida de conquistas,
mas em harmonia.
e que cada passo teu,
junto ou não do meu,
encontre alegria.
que nunca mais haja dor,
só exista amor, amor e amor.
e que o carinho a te cercar seja tanto
que tenhas certeza que vem de Deus
esse acalanto.

que possas escolher,
que possas fazer,
ter
à disposição,
coisas que te preencham a alma,
a mente,
e o coração.

que viver feliz pra sempre seja o teu lema!
que se mantenha perene a sensação de paz.
e que teu único problema, teu mais terrível dilema,
seja escolher o sabor do teu häagen-dazs!

novembro 23, 2011

10 anos

por Marcelo Almeida

E de repente, não mais que de repente
Aos vinte e três dias de novembro,
Como se fosse hoje, bem me lembro,
Veio ao mundo o meu melhor presente.

Nos meus braços, uma dádiva divina
Tão frágil, tão forte. Tão linda. Tão minha.
Eu era pai daquela menininha…
Apaixonado por Ana Carolina.

Muitos sonhos, desejos. Muitos planos,
Uma vida nova, uma estrada mais bonita,
Em cada abraço, alegria infinita,
Com a minha moça, hoje com dez anos.

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novembro 10, 2011

na morada

por Marcelo Almeida

não sei se sinto o que sinto
por vaidade ou instinto
ou se por medo do nada.
mas o que é fato inegável
é que mesmo que instável
meu peito é tua morada.

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agosto 31, 2011

180 dias

por Marcelo Almeida

difícil é resistir a te dar mais um poema,
fingir que a distância não é problema
e que não encontro saudade
em cada canto quieto dessa cidade.
difícil é cessar o verbo,
cassar o verso,
calar.
difícil é te amar.
mais ainda é parar,
é uma espécie de vício
que sempre volta ao início.

é uma espécie de hospício
de só um louco.
difícil é pouco.
é mais que isso,
é o inferno.
angustiante.
bem pior que o de Dante.

difícil é tirar você da cabeça,
por incrível que pareça,
depois de todos esses dias,
de todas as poesias
ainda há muito de você dentro de mim.

não era pra ser tão difícil assim.

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agosto 30, 2011

trova tuiteira 100

por Marcelo Almeida

pela pele branca, encadernada,
correm versos em lágrimas roxas.
como já correu, apaixonada,
a minha mão pelas tuas coxas.

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agosto 20, 2011

trova tuiteira 099

por Marcelo Almeida

saudade é grito calado,
velado, que ninguém escuta.
saudade é alma do fado,
é foda. é filha da puta.

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agosto 15, 2011

trova tuiteira 098

por Marcelo Almeida

te amo muito. muito mais que posso.
te quero tanto. mais que deveria.
quisera o amor meu pudesse ser nosso
e esse amor, infinda poesia.

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agosto 12, 2011

guardo

por Marcelo Almeida

Perdoe-me amor, se ainda não digo
Palavras bonitas que contem o que sinto.
Quero dá-las a ti, mas falta-me instinto.
Calo-me e guardo-as. Só porque não consigo.

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agosto 10, 2011

trova tuiteira 097

por Marcelo Almeida

você dispara. qual tiro.
e nos separa. eu choro.
mas depois para. eu piro.
se não repara, adoro.

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agosto 3, 2011

trova tuiteira 096

por Marcelo Almeida

o twitter, quem diria,
é a única janela
em que, dia após dia,
cá de longe, vejo ela.

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julho 22, 2011

basta. porque não basta.

por Marcelo Almeida

é o excesso de palavras que me cala
e a abundância de amor que me afasta.
eu te dedico o meu silêncio que te fala
que amar sem ser amado já não basta.

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julho 6, 2011

trova tuiteira 095

por Marcelo Almeida

E quando a gente acorda, já é julho.
Lá fora a noite abriga a brisa fria.
Cá dentro tem amor e poesia
Pra te dar, se deixar o teu orgulho.

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junho 28, 2011

116

por Marcelo Almeida

as horas passam e, devagar, constroem dias
que se acumulam, e já são cento e dezesseis…
perdi meu sono, meus sonhos. e poesias.
todos os dias. tudo de novo. tudo outra vez.

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junho 22, 2011

trova tuiteira 094

por Marcelo Almeida

Quando você posta esse retrato,
De fato, o que faz é covardia.
Rouba o meu sossego e, estupefato,
Só consigo responder com poesia.

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junho 18, 2011

noite no Rio

por Marcelo Almeida

linda lua no céu, sem véu, despida
é luz que seduz, deitada sobre o mar.
clara, encara, reflete o seu olhar
no olhar da moça embevecida.

junho 11, 2011

trova tuiteira 093

por Marcelo Almeida

cara amiga, sim, te quero amante
mas, não obstante, te quero amiga.
muito me intriga ver-te tão distante
mas não o bastante pra que te diga

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junho 5, 2011

sodium

por Marcelo Almeida

estéril é a saudade, se de um só…
se não encontra no outro simetria.
é um engano sem tamanho, de dar dó,
é amor que se dilui em agonia!

a paixão outrora infinda, finda em pó…
a alma – um zeppelin que esvazia -
embolada na garganta, feita um nó,
já não sente nem respira poesia.

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junho 2, 2011

sem palavras

por Marcelo Almeida

são várias as palavras escolhidas
mas, escondidas dessa tarde fria,
não cumprem o seu ofício, inibidas,
de serem versos e, versos, poesia.
caladas, já não mostram-se atrevidas,
nem invadem corações de quem as lia.
sem as palavras, pois, hoje sumidas,
o poeta se recolhe. e silencia.

maio 31, 2011

como um tolo

por Marcelo Almeida

amo tanto. tanto amor já não me cabe.
quanto mais longe, mais o amor se faz crescer.
quero tanto, quanto um tolo que não sabe
uma só forma de parar de te querer.

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maio 11, 2011

trova tuiteira 092

por Marcelo Almeida

Há uma força maldita que incita
a tristeza que cresce e me invade,
me destrói, me consome. E vomita.
Há uma força chamada saudade.

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abril 21, 2011

não é nostalgia

por Marcelo Almeida

eu queria agora, depois de um abraço,
falar baixinho,
pertinho,
do teu ouvido,
o monte de coisas bonitas
que eu tenho sentido.
é tanta saudade,
que no peito o que sobra,
é graça e obra,
da sinceridade.
verdade.
a vida deveria ser mais simples
porque é tão curta
que minha cabeça
confusa, avessa,
quase surta
quando te enxerga distante.
por um instante
sinto de novo teu perfume,
aquele da nuca,
perto da flor.
não é nostalgia, juro,
é amor.
o mesmo amor que revelei há anos,
que depois de tantos desencontros
e enganos,
ainda vive.
e insiste
em ser teu.

abril 17, 2011

madrugada

por Marcelo Almeida

toda madrugada guarda
suspiros e segredos
e aguarda a mãe dos medos,
a solidão.
toda madrugada é puta.
e pura.
deita-se, escuta,
e atura
lamentos e loucura
dos que sofrem de amor.
toda madrugada é dor.
é fria.
noite que quer ser dia,
irônica,
como uma filarmônica
de silêncios.
é um sorriso blasé.
toda madrugada
é, ainda assim, a estrada
que me leva até você.

abril 17, 2011

outono

por Marcelo Almeida

acorda amor, pra esse outono
a manhã nos trouxe a mansidão
o verão, cansado, caiu no sono
dele só restou a nossa paixão.

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abril 17, 2011

trova tuiteira 091

por Marcelo Almeida

notou o quanto o amor crescera.
já não cabia no seu moleskine.
mas sua musa desaparecera…
não era achada nem com search engine.

abril 17, 2011

trova tuiteira 090

por Marcelo Almeida

queima teu corpo nos meus braços
como ardem céu e sol, a sós.
gêmeos gemidos, em laços,
fazem-nos um. como um nó de nós.

abril 12, 2011

Muito obrigado

por Marcelo Almeida

Muito obrigado pela distância
Que me mandou de presente
Ficou um pouco grande
E, quando eu uso, ainda expande
Mas terá utilidade,
Combina bem com a saudade
Que me deu ano passado
E que muito eu tenho usado
Todo dia de manhã.
Olha, não precisava…
Deve ter sido tão cara,
Tem jeito de coisa rara
Que a gente só dá realmente
Pra quem merece o presente.
Eu fico lisonjeado.
Não retribuo à altura
Por plena incapacidade
Quando ganhei a saudade
Mandei de volta carinho
E agora que ganho a distância
Não tenho, da mesma importância,
Algo para mandar.
Tenho ainda aqui muito amor
Mas já não sei se combina
Com as suas outras coisas,
Com a sua nova sina…
Melhor mantê-lo guardado
Pois se fizer uso errado
É bem capaz de estragar…

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abril 10, 2011

She

por Marcelo Almeida

Não estou gostando nada

Dessa vida

Meio vazia, rala.

Meio corrida

Sem sentimento bom,

Descolorida

Que é o que restou

Depois da despedida.

Eu fiquei, só,

Imerso em silêncio.

Nem mesmo esse,

Foi absoluto,

Interrompido que era pelo choro -

Inconfundível marca

Do meu luto.

Na nossa sala cheia de lembranças,

Saltam aos olhos

Proparoxítonas,

Pétalas,

Máquinas,

Lágrimas

E dúvidas.

Todas elas órfãs de rimas.

Fazia um tempo que eu nem pensava

Nas nossas coisas,

Então, não sentia

O perfume leve de baunilha

E o sopro noturno dessa nostalgia.
Mas esteve por aqui Sr. Costello

Com mil guitarras e só uma chave

Do, hoje, temido universo paralelo

Onde a gente chegou a dividir

O mesmo sonho de felicidade.

Onde você era a canção

Entoada, com amor, pelo verão,

Uma centena de coisas diferentes

E o rosto que eu não poderia

Esquecer.
Como não esqueci.

E nem vou.

abril 6, 2011

fluminense X nacional

por Marcelo Almeida

Hoje é guerra e sangue na Libertadores.
Ainda assim, eu serei justo e correto.
Eles ficam com a picanha e os alfajores
Não se discute, é seu cardápio predileto.
Mas os três pontos vem pra nós, os tricolores
E que se fodam os uruguaios. Sem afeto.

abril 2, 2011

meio sei lá

por Marcelo Almeida

meio feliz. meio triste.
meio reto. meio torto.
meio sério. meio chiste.
meio vivo. meio morto.

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abril 2, 2011

redes sociais

por Marcelo Almeida

insano insone
tuíta cansado,
ciscando o teclado
do velho iPhone.

e tenta um truque,
buscando amigos,
abraços, abrigos,
no seu facebook.

março 14, 2011

a mulher que eu amo

por Marcelo Almeida

a mulher que eu amo é só minha.
mas ainda não sabe. ou finge.
e me olha com olhos de esfinge,
de mistérios que eu não desvendo.
entendo
que o tempo precisa passar
mas quanto mais passa,
padeço,
mas quanto mais amo,
esqueço,
o tudo que eu já sofri.
a mulher que eu amo é doce.
mais doce que fruta madura,
daquele sabor e doçura,
que sempre se quer mais um pouco.
qual louco,
espero, trancado na cela,
e mantenho guardado o que eu quero,
dar de presente pra ela.
a mulher que eu amo sorri,
e me brindam os seus lábios perfeitos,
com o sorriso mais lindo que vi.
meu sol.
a mulher que eu amo é forte.
é justa.
traz na alma alegria que assusta,
quem com vida não sabe lidar.
a mulher que eu amo tem seios lindos
e percorre caminhos infindos
quando sonha
e transpira paixão.
é livre,
sagitariana,
e reina,
sábia soberana
no meu, que é seu, coração.

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fevereiro 24, 2011

cryptic – trova tuiteira 089

por Marcelo Almeida

She used to say cryptic things
And one day, like a shiny mermaid,
She gave me this, that still swings:
“Be fair, be kind. Don’t be afraid”.

fevereiro 19, 2011

ela. linda.

por Marcelo Almeida

linda. 
em meio às mudanças
algumas bem sutis,
outras nem tanto,
ela mantém os traços delicados.
e o encanto.
sei muito pouco. 
escassez de saber. nunca de querer.
uma tortura.
linda. 
o mesmo sopro de amor que senti
na primeira vez que a vi,
sinto neste instante.
e sinto calado.
excluído,
como tudo, que agora, 
vira passado.
linda. 
a mais linda mulher que conheci,
a única que eu quero.
fingindo ser forte,
beiro a morte,
me desespero.
já não sei o que pensar.
o que fazer.
pra quem rezar.
só sei amar, muito,
ainda.
e só há ela. estonteante, livre.
e linda.

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fevereiro 15, 2011

teu

por Marcelo Almeida

mais que pedir que sejas minha,
peço que eu seja teu.
que saiba ser.
que eu te queira sempre, e mais que antes,
por todos os nossos instantes
com meu todo querer.
que eu me guie pelos teus olhos,
como seguindo uma estrela.
que eu saiba entregar meu amor
sem limites, medo. ou pudor.
e que eu possa merecê-la.
pra que te sintas amada
e nunca te vejas sozinha.

e como num conto de fadas
decidas que serás minha.

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fevereiro 7, 2011

pra entender o amor.

por Marcelo Almeida

Deus criou o amor.
O diabo fez a saudade.
Mas foi Deus quem fez o diabo,
Com chifre, tridente e rabo,
Mentira, inveja e maldade,
Ódio, angústia e dor.
Pra dar mais facilidade
A quem sente saudade,
De entender o amor.

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fevereiro 1, 2011

plutão

por Marcelo Almeida

se te encontro, paixão,
me incendeias.
tenho a percorrer-me as veias
as lavas de um vulcão.
no entanto, um plutão,
frio, distante, quase extinto,
é como me sinto, 
se não.

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janeiro 29, 2011

foto nova

por Marcelo Almeida

teus olhos nessa foto nova
olham dentro de mim
e me põem à prova.
testam meu limite
e implodem minhas dúvidas
como dinamite.
teus olhos. sem véu.
são fadas, tão brilhantes.
me levam a destinos distantes,
em passeios no céu.
o amor que dei pra ti,
o amor que sempre senti,
é o amor que ainda sinto.
por certo ainda mais forte, 
retinto.
teus olhos, na foto,
roubam meu chão,
meu ar. e meu voto.
o de amor eterno.
mas não tenho ninguém pra contar.
só o caderno
que eu encho de versos 
saudosos e perdidos
sem saber se um dia
hão de virar poesia.
sobre os teus olhos.

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janeiro 24, 2011

será?

por Marcelo Almeida

se ela imaginasse que me mata sua ausência,
partia na mesma hora, vinha de onde fosse,
terminava pra sempre com essa minha carência
com um abraço bem forte e com seu beijo mais doce.

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janeiro 19, 2011

trova tuiteira 088

por Marcelo Almeida

sinto a dor de tão recente corte
que de mim tomou as esperanças.
melhor seria abraçar a morte
do que viver banhado por lembranças.

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janeiro 7, 2011

sabe o que eu amo?

por Marcelo Almeida

sabe o que eu amo?
tua gargalhada.
na primeira
- precisa, certeira -
eu já sabia
que te queria
pra namorada.

é mágica.
já salvou minha alma,
meu mundo. minha semana mais trágica.

é linda.
sempre bem vinda.
como sol que invade e se apossa de tudo.

sabe o que eu amo?
tua gargalhada.

cheia de vida.
ou de ironia.
a plástica perfeita
e a mais bela sinfonia.

lembro dela.
todo dia.

e toda noite.

agora mesmo, ao deitar-me na cama,
entendi que ela é o modo de Deus
dizer que me ama.

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janeiro 6, 2011

chico canta

por Marcelo Almeida

a noite calada, quieta,
escuta o chico entoar
minha canção predileta.
calado, eu também.
aguardo sonado por ela,
que não vem.
há quase cinco anos,
mesma rotina.
mesma menina.
tantas idas, tantas vindas
tantas mudanças.
tantos caminhos distintos.
mas a mesma certeza
e os mesmos
instintos.
a noite calada, quieta,
me abraça.
me acompanha.
e faz essa paixão parecer
menos estranha.
penso em seu rosto.
imagino seu gosto.
alimento meu desejo,
com a saudade,
única coisa dela, que tenho à mão.
e já não dorme vazio, meu coração.
logo, mais um dia virá.

chico ainda canta. e me pergunta:
o que será que será?

janeiro 1, 2011

por mais

por Marcelo Almeida

eu te amo.
por mais que eu tente negar
ou esquecer,
é só isso que eu consigo falar,
escrever.
por mais que eu não tenha tido
(pode ser que eu tenha perdido)
uma chance,
mesmo sem termos tido
um romance,
tua foto é a que permanece exibida
entre as memórias que eu guardo,
da mulher da minha vida.
não sei se foi esse escocês de 12 anos
ou o monte de enganos
que eu cometi.
mas hoje pensei em tudo, em todos,
e, de novo,
cheguei a ti.
eu te amo.
por mais que eu queira me enganar,
é contigo que encontro
quando ouso sonhar.
escrevo, porque preciso que um dia,
minhas palavras, em poesia,
mudem teus olhos.
e que esses olhos que me inspiram,
me enxerguem de outra maneira.
que vejam a paixão que eu trago,
verdadeira,
por tudo aquilo que te diz respeito.
que no teu peito,
caiba o sentimento que eu tanto espero,
um amor lindo, como o meu.
sincero.
e que a tua boca, corajosa,
arda em chamas.
e grite, com um beijo,
que me amas.

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dezembro 17, 2010

difícil, inútil e estranho

por Marcelo Almeida

difícil é não lembrar, de madrugada,
do teu peito no meu peito, num abraço.
inútil é fingir que é quase nada,
quando, na verdade, eu me desgraço.
estranho é manter assim calada,
a paixão que chegou em estardalhaço.

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dezembro 13, 2010

pra que?

por Marcelo Almeida

décimo-segundo dia.
vida que segue. com tudo.
contudo, calada. e fria.
pra que telefone, se mudo?
ou caixa postal, se vazia?

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dezembro 8, 2010

tudo de ti

por Marcelo Almeida

Nada de ti me permites saber
Não sei se por frio. Ou por medo.
Não sei se achas tarde. Ou cedo.
Não sei se há o que eu possa fazer.

Tudo de ti me permito querer.
Não sei se é carinho. Ou desejo.
Não sei se é o que sinto. Ou vejo.
Não sei se eu te posso esquecer.

dezembro 5, 2010

Última Rodada II (Brasileirão 2010)

por Marcelo Almeida

Senhor, venho implorar-te como fiz ano passado
E peço com todo o amor que tenho no coração.
Se antes eu te roguei para não ser rebaixado
Hoje o que Vos suplico, é para ser o campeão.

Homens de preto nos roubaram, a mando do timão
Mas contra tudo e contra todos, chegamos até aqui
De nada adiantou o esforço do cramunhão
Porque Te fizeste presente pelas mãos do Muricy.

Portanto, sem nenhum falso pudor, peço a vitória.
Que todo aquele bando de loucos chore de dor,
Que o Conca se imortalize em nossa história,
E que o triunfo de hoje seja nosso, Tricolor.

Tu, que através de linhas tortas, escreves certo
Nos privaste dos gols do Coração Valente.
Mas que hoje o Fred ache o gol aberto
E que liberte o grito dessa nossa gente!

Que o Engenhão seja coberto por nossa paixão eterna.
E que ela deixe despertos nossos guerreiros.
Que sejam imaculadas as redes atrás do Berna,
E Leandro Euzébio e Gum sejam certeiros.

Como uma precaução a mais, não custa nada,
(Só tornará ainda mais forte a nossa fé)
Faça o Goiás sair na frente no Serra Dourada
E o Cruzeiro escorregar na Arena do Jacaré.

Senhor, fico por aqui, e já Te agradeço
Por todas as graças que tenho, Te sou grato.
Já me deste, na vida, tão mais do que mereço,
Que será simples, pra Ti, esse tricampeonato!

dezembro 1, 2010

01/12/10

por Marcelo Almeida

hoje os cantos dos pássaros,
de todos os cantos,
serão para ti.
todos cantarão com o sotaque inconfundível
do bem-te-vi.
hoje a brisa do mar de ipanema,
estrela de qualquer poema,
assoprará apenas os teus cabelos.
teus olhos, encantos
outros olhos, tantos,
hão de querê-los.
os teus muitos talentos
serão seguidos, comentados, aplaudidos
por passantes atentos.
sedentos
do charme que deixas displicentemente escapar a cada passo.
o laço
que te amarra ao teu passado
virá recheado com as melhores lembranças apenas.
as cenas
de enebriante pureza infantil:
o cheiro do mato
sob os pezinhos descalços que abraçavam o chão.
o latido amigo, a lambida certeira,
do primeiro cão.
o colo da mãe. o sorriso do pai.
hoje teu pensamento vai àquele lado
que quase nunca vai.
mas que devia ir.
aquele lado imprescindível pro nosso existir.
onde guardamos nossas melhores virtudes. atitudes.
prontas pra vestir.
e quando olhares pra todas elas
entenderás que jamais deixaste de tê-las.
hoje só serão tocadas as músicas que te acariciarem a alma,
te trouxerem riso, paz e calma.
serão tuas todas as flores.
para ti todas as honras
todos os favores.
hoje, para minha alegria,
será o primeiro dia
que depois que entenderes,
quererás querer
ser feliz para sempre!

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novembro 30, 2010

queria

por Marcelo Almeida

Queria ser a única a enxergar teu rosto
E que o meu destino fosse o teu também.
Que teus lindos lábios provassem o meu gosto
E assim como eu te amo, me quisesses bem.

novembro 29, 2010

trova tuiteira 087

por Marcelo Almeida

viciei-me em endorfina
quando, sem me dar aviso,
o teu rosto de menina
disparou o meu sorriso.

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novembro 21, 2010

Ipanema, 20/11/2010.

por Marcelo Almeida

é vazio o céu noturno sem estrelas.
opaco, frio. tenebroso. e triste.
são só meus olhos que não podem vê-las
ou foram apagadas quando partiste?

inunda as ruas uma chuva de verão.
golpe de abrupta insurgência,
que ousa abreviar essa estação?
ou vai chorando o céu a tua ausência?

novembro 19, 2010

se eu pudesse

por Marcelo Almeida

se eu pudesse, arrancava dos teus olhos a tristeza
e dos teus lábios essa indisfarçável amargura.
e enchia os teus dias, tuas noites, com a certeza
que amar-me para todo o sempre é a tua cura.

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novembro 16, 2010

trova tuiteira 086

por Marcelo Almeida

tudo que eu tinha de bom, dei pra ti.
talvez tenha sido muito pouco.
talvez, por amar-te feito um louco,
partiste com o juízo que perdi.

novembro 11, 2010

Eu Lembro

por Marcelo Almeida

Eu lembro,
Quando vem esse sol lindo
De novembro,
Do seu olhar.
Ele era pra mim o mesmo
Que o mar
Sob os reflexos de luz,
No Arpoador:
Uma pintura de paz
Sobre uma tela de amor.
Eu lembro
Que a gente se entendia
Por telepatia
E o silêncio
Era um selo
De cumplicidade.
A felicidade
Morava no seu sorriso,
Às vezes contido, tímido,
Às vezes nem tanto.
Sempre um encanto.
Sua gargalhada
Era meu faz de conta
De um conto de fada.
E eu me via feliz e completo
Em meu mundo repleto
De você.
Eu lembro que segurar a sua mão
Era provocar um terremoto
No coração.
Eu lembro da gente brindando,
Da gente brincando.
Eu lembro do abraço
Perfeito
Que a gente se dava.
Eu lembro o quanto eu amava.
E acho que você também.

novembro 9, 2010

trova tuiteira 085

por Marcelo Almeida

O que tenho pra ti é amor.
Nada mais trago além disso.
Mas tua dor é a minha dor.
E o teu bem, meu compromisso.

novembro 8, 2010

silêncio absoluto.

por Marcelo Almeida

nada. silêncio absoluto.
tempos duros. abstinência.
não te sinto. não te escuto.
sobrevivo à tua ausência.

com o peito vestido de luto.
e a alma pedindo clemência.

novembro 5, 2010

fato

por Marcelo Almeida

brado pro bravo que escuta
atento ao que tento dizer:
quem hoje foi filho da puta
amanhã é o que vai se foder.

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outubro 29, 2010

trova tuiteira 084

por Marcelo Almeida

Há dias não te escuto.
Não sei se choras. Ou se ris.
Minh’alma veste o luto
E ignora o mal que eu te fiz.

setembro 25, 2010

sibéria

por Marcelo Almeida

te dei minhas palavras.
jurei amor.
mandei doce.
mandei livro.
mandei flor.
mandei o melhor de mim,
repeti, como um mantra, o sim.
e ainda assim
não foi o bastante.
sobrevivo ignorante.
não sei onde moras.
nem entendo por que escondes.
não sei se ainda choras.
nem sei por que não me respondes.
por ti,
rezei pela vida
do meu inimigo.
fiz coisas que nem Deus sabe
que consigo.
desrespeitei meus medos,
e tenho estado por aqui,
inteiro,
sem segredos.
comi o pão que o diabo amassou,
no refeitório do inferno.
não morri no teu inverno,
de sibéricas palavras
e atitudes.
fiz tudo o que pude.
e mais um pouco.
há quem me chame de louco.
e mesmo eu, me chamo.
só mesmo um louco pra amar
como eu te amo.
à exaustão.
dando, em poesia,
como o pão de cada dia,
o próprio, e todo,
coração.

setembro 24, 2010

23 de setembro

por Marcelo Almeida

vinte e três de setembro
primavera, bem me lembro.
mais uma.
noite sem sono.
lua em seu trono,
céu lindo.
lendo teus escritos,
navegando entre saudade
e pensamentos bonitos.
coloridos,
guardados em muitos cantos
escondidos.
primavera. 
mais uma.
olho tuas fotos.
entre todas as flores
quero a de lótus.
certeza.
mas
teu silêncio
me agride.
e tua indiferença
é mais forte 
que minha crença.
tua frieza
me desespera.
tenta pintar de outono
a primavera.
mais uma.

setembro 22, 2010

lindíssima lua

por Marcelo Almeida

lindíssima lua. tão clara
ilumina a minha alma
e enche meu peito de calma.
como o sorriso de Lara.

lindíssima lua. tão bela
toma a noite e irradia,
enche o céu com a poesia
do brilho dos olhos dela.

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setembro 13, 2010

insone soneto.

por Marcelo Almeida

tocou, ainda agora, aquela canção.
te trouxe a mim, assim, por meus ouvidos
e ecoou no meu oco coração.
parou para parir novos sentidos.

repetindo, de repente, seu refrão
traí versos que trago, retraídos.
escancarei seu cárcere no porão,
dei à luz os sonetos escondidos.

seus acordes me acordaram na prisão,
e também os meus versos esquecidos.
chegaram brisa e, breve, eram tufão

apagando os pagãos mal-entendidos,
reacendendo a brasa da paixão.
e lembrando que somos parecidos.

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setembro 7, 2010

boca

por Marcelo Almeida

há um dito bonito do povo, não é novo, que alega:
“a boca só faz discurso sobre aquilo que o peito carrega”.
só que tem a boca que se cala. nunca fala. e nem nega.
sorri seu sorriso de lado que, calado, se entrega.

setembro 6, 2010

dreaming

por Marcelo Almeida

your naked body plays in my dream
with a smile that your lips drew to me,
in the most beautiful scene that could be…
making me happy like I never have been.

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setembro 5, 2010

trova tuiteira 083

por Marcelo Almeida

il tuo sorriso è l’anestesia
che mi libera della mia stessa noia.
riempie la mia vita con la poesia
e rende il tuo piacere la mia gioia.

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setembro 4, 2010

carol

por Marcelo Almeida

teus olhos, de azul tão bonito…
como o mar que abraça uma ilha.
te amo. com amor infinito.
no teu abraço, renasço, minha filha.

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setembro 1, 2010

trova tuiteira 082 – Girassol

por Marcelo Almeida

de todos teus belos encantos
já nem sei o que mais me seduz.
nos meus caminhos, e são tantos,
eu só sei seguir a tua luz.

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agosto 29, 2010

trova tuiteira 081

por Marcelo Almeida

eu queria saber tudo que é preciso
pra tornar o teu dia mais gostoso.
eu queria fazer parte do teu riso.
e queria ser motivo pro teu gozo.

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agosto 29, 2010

nós

por Marcelo Almeida

talvez tu nem faças ideia desse amor que eu tenho por ti,
mas garanto que é o mais puro que já pude sentir por alguém.
a minha vida tomou rumo novo, no instante em que eu te vi.
nos teus olhos eu vi meu futuro e passei a querer-te. e o teu bem.

não sei se algum dia tu leste os poemas que te escrevi,
diversos encharcados do amor que nunca entreguei. a ninguém.
que Deus permita que os leia e conheças tudo o que eu senti.
que os versos desatem teu peito, e que possas amar-me também.

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agosto 25, 2010

trova tuiteira 080

por Marcelo Almeida

me perdi no teu vasto labirinto
enquanto eu seguia os teus passos.
talvez eu só sinta o que eu sinto
porque quero me achar. nos teus braços.

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agosto 23, 2010

teu silêncio

por Marcelo Almeida

esse vício que tenho, amar-te,
deixa-me, seguidas vezes, sem rumo.
é tambem indiscreto estandarte
do que quero ocultar, mas assumo.

ignoro os meus fins de semana
desesperado, esperando um sinal
como aquele que implora por bardana
que lhe possa aliviar todo o mal.

mas teu silêncio impera, mais forte.
não retrocede ou esmorece. não cai.
sangra meu peito com preciso corte,
da infalível espada de um samurai.

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agosto 22, 2010

trova tuiteira 079

por Marcelo Almeida

a lua de hoje é só tua.
é a lua mais bela que vi.
a lua de hoje insinua
o amor que eu sinto por ti.

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agosto 22, 2010

quase

por Marcelo Almeida

nos teus olhos moram os olhares que te lanço
e o teu peito guarda os versos que te escrevo.
te quero tanto mas, no entanto, não te alcanço
quase desisto mas, por amor, não me atrevo.

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agosto 22, 2010

um novo amor

por Marcelo Almeida

o amor vem quieto. e quieto permanece
no peito da gente, sossegado, adormecido.
até que um dia, por obra e graça do cupido
ele desperta. se agiganta. e acontece.

o coração da gente logo sente. estremece
e o mundo fica bem mais belo. e colorido.
duas vidas enveredam em um novo sentido
mais lindas, de mãos dadas. sob o sol que aquece.

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agosto 22, 2010

sós

por Marcelo Almeida

sinto falta da tua voz.
nesse frio apartamento,
só eu e meu pensamento,
de novo e sempre. tão sós.

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agosto 12, 2010

nos céus

por Marcelo Almeida

eu te amo.

teus olhos, lindos, um dia
encontraram os meus,
por pura sorte. ou magia.
ou por vontade de Deus
que descerrou, pra mim,
teus véus.
e escreveu o nosso fim,
nos céus.

só Ele o sabe.

não há quem possa prever
nossas escolhas futuras.
não há o que me faça sofrer.
nem mesmo as (tantas) quadraturas.

e se o teu saturno soturno
se opõe ao meu marte,
dificulta, incomoda.
mas não me impede de amar-te.

é preciso paciência. é preciso devoção.
para a densa poesia,
para a criptografia
da tua vênus em escorpião.

às vezes será ótimo.
às vezes, mais ou menos.
e às vezes vai falar alto meu marte.
em trígono com a tua vênus.

talvez um dia nossos caminhos se cruzem,
e sejam então, uma só,
as estrelas que nos conduzem.

mas não há promessa.
não há medo.
não há pressa.

e pra quem faz porque gosta,
não há nada que atrapalhe.
o tempo traz a resposta.
o resto é mero detalhe.

eu nunca deixei de te amar.

agosto 11, 2010

assim é te amar

por Marcelo Almeida

é como flanar
num domingo à tarde.
sem rumo, sem pressa.
sem alarde.
livre.
descalço,
sem camisa.
com a cumplicidade fraternal
da brisa.
é como sorrir com a lembrança
das aventuras,
travessuras,
dos meus tempos de criança.
é como se fosse
a primeira mordida
no doce.
o favorito.
ou como escutar o canto
mais bonito
dos pássaros
em sinfonia.
em sintonia.
é protagonizar
a poesia
de clarice.
é como se emocionar
com adiós nonino.
ou se encantar com improvável elástico
do rivelino.
é sublime. é único.
é divino.

assim é te amar.

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agosto 11, 2010

trova tuiteira 078

por Marcelo Almeida

lindo é o amor dito pelos sábios
e o discurso denso e erudito.
mas quero mesmo encontrar teus lábios,
num beijo lindo, puro. e infinito.

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agosto 9, 2010

mais uma vez, insônia

por Marcelo Almeida

no quarto escuro brilha o teu sorriso
mesmo à distância, sinto-te presente.
entre palavras, acho as que preciso.
e escrevo versos que falam da gente.

agosto 7, 2010

trova tuiteira 077

por Marcelo Almeida

toda vez que meu sono aparece,
meu sonho é contigo. ao meu lado.
mas não é sempre que isso acontece…
então sigo sonhando. acordado.

agosto 3, 2010

2006

por Marcelo Almeida

Foi num dia de março.
Ainda verão, quase outono
Que acordei do meu sono,
Longo,
Profundo.
Como se depois de tanto tempo
Abrissem os meus olhos.
Me tirassem o capuz.
E diante de mim,
Tua beleza irradiante.
Tua luz.

Num piscar de olhos,
Os teus,
Despertei.
O nome do que senti,
Eu não sei.
Mas era bom.
E era forte.
Voltava eu, naquele instante,
Da morte.

Meu sangue, de novo, pulsava nas veias.
Tantas pessoas a nossa volta,
Todas alheias
Ao milagre divino,
À ressurreição.
Meu coração,
Outra vez vivo,
Quente.
E ao mesmo tempo,
Eu ali, dormente.
Atônito
Com a inimaginável
Experiência
De voltar a amar.
Ah! Moça linda,
Do sexto andar!
Quantas vezes fui te ver,
Sem nem ter o que falar…
Só pra sentir teu perfume.
E te escutar.

Naquele dia de março,
Meu amor, antes contido,
Ali, esparso.
No meio da sala,
Vertia.
Você falava,
Sorria.

Tuas palavras, me abraçavam,
E vinham aos meus ouvidos
Como poesia.

E minha interminável e solitária noite,
Virava dia.

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agosto 2, 2010

trova tuiteira 076

por Marcelo Almeida

enquanto tento o verso perfeito
que expresse o amor que eu sinto,
eu o guardo em silêncio no peito.
e sempre que eu calo, eu minto

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julho 29, 2010

sophia

por Marcelo Almeida

amo
quando ela me ensina.
seus olhos brilham,
quais de uma menina.
ela discorre com a riqueza de um romance
sobre as mais peculiares
belezas da provence.
sinto o perfume
de cada palavra sua.
e a percebo
distraidamente
nua.
despida, por meros instantes
da armadura, do escudo.
agora, desimportantes.
amo,
quando ela me ensina.
ou quando me conta a sua vida
pregressa
de bailarina.
escuto atento
como sedento,
que precisa beber na sua fonte
de conhecimento.
ela me diz as coisas de
michel foucault
com a mesma intimidade
com que fala do avô.
e como eu amo
escutá-la!
meu peito se enche de força,
quando ela fala.
uvas, vinhos, sabores.
amo
quando ela me ensina.
seus dizeres, meus prazeres.
seu saber,
que ilumina.
quero abraçá-la.
quero beijá-la.
protegê-la.
e quero ser por toda a vida,
o seu melhor amigo.
não sei se ela deixa.
não sei se consigo.

ainda há pontes não construídas.
tomara, se forem um dia,
que liguem as nossas vidas.
em uma só poesia.

julho 28, 2010

trova tuiteira 075

por Marcelo Almeida

Nada me vale a cama mais macia
E quiçá tampouco os braços de morpheu.
Meu corpo exausto só descansaria
Se o teu olhar deitasse sobre o meu.

julho 28, 2010

trova tuiteira 050 (bonjour I)

por Marcelo Almeida

Je tiene à dire bonjour
Et envoyer vous des belles roses
Parce que tu es mon amour
Et je vous souhaite de bonnes choses.

julho 17, 2010

trova tuiteira 074 (quando ela vem)

por Marcelo Almeida

no lugar da saudade, sorriso.
no lugar do medo, alegria.
no lugar do limbo, paraíso.
no lugar do nada, poesia.

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julho 13, 2010

trova tuiteira 073

por Marcelo Almeida

às vezes me pergunto se é amor
e fico indeciso na resposta.
às vezes me pergunto se essa dor
é flor que dá no peito de quem gosta.

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julho 5, 2010

bom dia

por Marcelo Almeida

bom dia!
não me resta muita coisa
além da poesia.
que sequer é boa.
não tenho as palavras
do Pessoa.
mas se me falta – e como falta -
habilidade
sobra no meu peito
uma vontade
de pedir,
de implorar
- por piedade -
que te cuides.

talvez, não te percebas
importante.
mas não deixas de ser
um só instante.

peço todo dia
pros meus santos
(confesso que nem sei a quantos)
que virem alegrias
os teus prantos.

olhos como os teus,
desenhados à mão,
por Deus,
não são próprios pro choro.
tua boca,
de traços tão precisos,
é abrigo precioso.
pra sorrisos.

às vezes o caminho fica mais difícil.
às vezes só enxergamos
o precipício.
mas é nessa hora,
em que mal nos levantamos
do tropeço,
que o Grande Cara
nos permite um recomeço.

então, respira!

e tira essa angústia do teu peito!
as imperfeições do mundo,
que fazem ele perfeito…

lembra quanto és querida.
dá o primeiro passo,
toma o teu novo espaço.
vive tua nova vida!

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julho 5, 2010

trova tuiteira 072

por Marcelo Almeida

o que falta pro mundo ser perfeito
é, à noite, você na minha cama,
dormindo encostada no meu peito,
sonhando os sonhos lindos de quem ama.

julho 2, 2010

trova tuiteira 071

por Marcelo Almeida

se eu pudesse eternizar
tua força e teu brilho,
seria com o teu olhar
nos olhos do nosso filho.

junho 30, 2010

trova tuiteira 070

por Marcelo Almeida

saudade que dói, incomoda,
me bate, me rói e me chuta.
saudade que hoje tá foda,
saudade que é filha da puta.

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junho 28, 2010

minha alma de presente

por Marcelo Almeida

queria dar-te um presente
que usasses todo dia.
pensei em jóias,
perfumes,
mas preferi poesia.

leva contigo meus versos
pra qualquer canto do mundo
e abre só se quiseres,
como é comum às mulheres,
degustar um amor profundo.

os versos que vertem vivos
da pena com que escrevo
saberão ser incisivos
ao dizer-te o que não devo:

eu te amo mais que a tudo.
quero ver-te, ter-te. nua.
quero mais: que minha alma
seja pura, seja viva.

seja somente tua.

junho 25, 2010

trova tuiteira 069 (bonjour II)

por Marcelo Almeida

Je veux simplement dire bonjour
Et en vous souhaitant un bon voyage,
À où bonheur n’est pas un mirage.
Et dire que vous êtes mon amour.

(alguém pode, por favor, corrigir esse francês?…)

junho 25, 2010

desire

por Marcelo Almeida

I love you and I love to say you that
I want you and I want to say you how
I need you and I need you don’t forget
How much I desire to kiss you now.

junho 25, 2010

três semanas

por Marcelo Almeida

três semanas de castigo.
muito mais do que mereço
muito mais do que careço
muito mais do que consigo.

três semanas de maldade.
muito mais do que sofridas
muito mais do que indevidas
muito mais do que saudade.

junho 20, 2010

insônia tripla

por Marcelo Almeida

de algum canto do mundo. que não sei.
aguardo um sinal de vida. que não vem.
para amansar meu coração. que já dei.
e tentar dormir um pouco. que faz bem.

junho 16, 2010

daquela mulher

por Marcelo Almeida

não existe lágrima
não existe lástima
não existe mágoa
ou tristeza
só existe
ode
à beleza

daquela mulher.

não existe angústia
não existe dúvida
não existe pânico
ou trauma
só existe
calma
não existe caos
no universo
só existe paz
em cada verso
de toda poesia
que rima as curvas
e os mistérios

daquela mulher.

não existe sofrimento
não existe pressa.

mas me interessa
bastante
fazer do fim, infinito
fazer do céu, nosso chão.

e num dia de inverno, bonito,
alcançar o coração

daquela mulher.

junho 16, 2010

talvez eu nem te ame

por Marcelo Almeida

talvez eu nem te ame.
talvez seja vício.
uma forma infame
de um desperdício

de tempo,
de vida,
de amor.

talvez seja só o início,
o primeiro passo
pro hospício.
ou o último
antes
do precipício.

talvez eu nem te ame.
e toda essa febre que eu sinto,
essa insônia
sem parcimônia
de toda noite,
ou essa adrenalina,
sejam apenas a falta de alguma
vitamina.

deve ser isso.

porque não é possível
que eu consiga sentir
o que eu sinto que sinto.

não deve ser amor.
deve ser a parede espelhada
de um labirinto
que me engana.
que me confunde.

porque por mais que eu me inunde
com o melhor vinho
é em ti que eu penso
quando fico sozinho.

talvez eu nem te ame.

às vezes, acontece…
o querer bem, sem fim,
não é o que parece.

o carinho, o desejo,
e a vontade que não passa
de te ter por perto
é armadilha no meu peito,
que esqueci aberto,
e acabou sendo invadido
por um sentimento
bonito
que eu não conhecia.

talvez eu nem te ame.

e dizer que te amo
seja minha grande inverdade.

e não adianta eu pensar que essa saudade
que transborda, em versos, sem freio
porque é maior que o mundo e que a eternidade
seja algo além de um devaneio.

quase sentir o gosto dos teus lábios
de tanto imaginar os teus beijos,
não quer dizer nada.
é apenas mais um tropeço,
um mal do qual padeço,
da minha alma enganada.

talvez eu nem te ame.

junho 11, 2010

hoje escutei tua voz

por Marcelo Almeida

hoje escutei tua voz.
e isso me basta.
é a força imensurável
que me arrasta,
que me empurra
toda vez que você fala,
canta,
ou sussurra.

me faz tão bem
me encanta,
me renova.
e me mantém.

hoje escutei tua voz.
dia de sorte.
perdi meu medo.
encontrei meu norte.
atendi vazio,
desliguei mais forte.

o dia ficou mais bonito.
e tirei da gaveta
com a minha caneta
a perspectiva do infinito.

escrevo, de novo,
versos, estrofes. e trovas.
palavras em forma de provas
de uma liberdade
irrevogável.

mão, que pertenceu à algema
transforma tinta
em poema.
solta.

livre da saudade,
o mais terrível,
o mas temível
algoz.
a vida volta a ser linda.
porque escutei tua voz.

junho 11, 2010

a folha em branco

por Marcelo Almeida

a folha de papel,
aguarda, pálida,
o carinho da pena.
que seja verdadeira,
que minta,
mas que encha seus poros
de tinta.
que conte histórias
de heróis,
de vitórias.

ou que entregue segredos.
que a pena, 
firme entre os dedos,
seja indiscreta,
e revele, em versos,
a paixão do poeta.

a folha em branco,
aguarda em paz,
a carta de amor, a fala do ator,
tanto faz.

ela só quer atenção.
e espera calada,
lisa ou pautada,
pela inspiração.

junho 8, 2010

por favor, sorrias

por Marcelo Almeida

por favor, sorrias.

porque sempre que isso acontece,
o calor do teu sol me aquece,
e velhos versos guardados,
se abraçam em poemas alados
que partem, ganhando o mundo,
levando o amor mais profundo
que alguém já pode sentir.

por favor, sorrias.

porque toda vez que sorris,
eu escuto a voz que me diz
pra eu falar o que estava engasgado
que, se é correto ou errado,
mais errado é tentar esconder.
só com o tempo é que vamos saber.
vou viver pra depois descobrir.

por favor, sorrias.

porque sempre que te vejo sorrindo,
meu olhar se veste, mais lindo,
iluminado, em paz. e em cores.
meu deserto se enche de flores.
e quando acaba o meu dia,
é tamanha a minha alegria.
e eu também me ponho a sorrir.

por favor, sorrias…

junho 8, 2010

teu abraço

por Marcelo Almeida

não há jeito. não há distância.
não há o que se possa fazer
pra obrigar-me a esquecer
a fragrância,
o frescor suave
do teu abraço.

é a chave,
é o laço,
que envolve o presente
(mesmo se estás ausente)
com tantas memórias.

algumas derrotas.
muitas vitórias.

não existe fronteira
que afaste.
não existe besteira
que desgaste
o amor verdadeiro.

é amor genuíno.
no meu peito de homem,
um amor de menino.
suave,
ingênuo.
cristalino.

pra mudar o destino,
não existe receita
nem jogada perfeita.

só existe viver.

só existe sonhar.

e é isso que eu faço,
cada vez que te abraço,
e encurto a distância.

e respiro a fragrância
que alimenta,
que sustenta,
a minha alma.

junho 8, 2010

trova tuiteira 068 (nocturnes)

por Marcelo Almeida

bem que eu queria estar aí!
colocar-te um pijama
carregar-te para a cama
ninar-te ao som de debussy.

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junho 8, 2010

trova tuiteira 067 (felicidade)

por Marcelo Almeida

pra alma, versos do quintana.
pra cabeça, estar odara.
pros olhos, costa amalfitana.
pra boca, beijos da ana clara.

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junho 7, 2010

trova tuiteira 066

por Marcelo Almeida

Toda noite nos meus sonhos, te vejo.
Dentro dos meus planos, te encaixo.
Há cinco invernos, te desejo.

No fim do arco-íris, te acho.

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junho 7, 2010

trova tuiteira 065

por Marcelo Almeida

Ontem deu saudade. Mas calei.
Ontem senti raiva. Mas rezei.
Ontem senti medo. Mas lutei.
Hoje é outro dia. Mais não sei.

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junho 7, 2010

Truque

por Marcelo Almeida

Pois nada eu sei, de ti, nesse momento.
Um não saber que furta a minha calma.
Mas ouso um truque, que é o meu alento:
Se fecho os olhos, eu toco a tua alma.

junho 5, 2010

nosso

por Marcelo Almeida

eu te amo
e como, pra ti, eu não minto,
preciso dizer-te, por completo,
o que sinto.
sinto, se te agrido.
eu te quero tanto, tanto…
mais que eu, não há. eu duvido.

amo. amo do jeito que és
e quero estar no teu peito,
no teu tempo e do teu jeito,
como estou aos teus pés.

conheço teu medo.
respeito teu silêncio. teu segredo.
que só é segredo pra mim.
nem sempre o meio justifica o fim.
por isso calo. por isso espero.
mas mesmo de longe, te quero.

e sigo querendo.

por favor, entendas, 
que eu te entendo,
que eu estendo,
a minha mão.
como sempre estendi.
e que não há santo ou demônio,
que me tire daqui.

porque dentro do peito,
o que trago é amor. e certeza.
e não é com luto, ou luta,
mas delicadeza,
que farei meu maior, meu melhor.
farei tudo o que posso,
pra que esse amor que já nasceu
e que hoje é só meu,
um dia,
tomara,
seja nosso.

maio 3, 2010

trova tuiteira 064

por Marcelo Almeida

teu corpo lindo sob esse vestido,
ombros de fora ao sol de ipanema…
doce alimento para a libido.
me deu motivo para um poema. 

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abril 29, 2010

she used to say

por Marcelo Almeida

she used to say beautiful things
that could comfort my soul and my mind.
her eyes are the messengers that only brings
the most special treasures a man can find. 

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abril 26, 2010

trova tuiteira 063

por Marcelo Almeida

Bom dia amor da minha vida!
Pra Deus, hoje, eu só peço
Que a estrada seja colorida
E que em tudo tenhas sucesso!

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abril 20, 2010

Agenda

por Marcelo Almeida

Terça-feira.
E a única coisa que eu tenho a fazer,
A única que interessa
E que me faz ter pressa,
É te beijar.
Já adiamos esse beijo
Tantas vezes.
Dias, meses.
Talvez anos.
Sempre enganos.
Porque o tempo passa,
Mas a vontade não.

Vejas que situação,
Hoje é terça
E por mais que uma ou outra não entenda,
Só trago teu nome
No peito.
E na agenda.

Se esses versos, de alguma forma,
Chegarem a ti,
Lembras de um homem que chora,
Mesmo quando sorri.
Porque te ama
E não te tem.
Mesmo nesse intenso
Vai-e-vem,
Ele não te esquece.
E toda manhã, quando fala com Deus,
Agradece.
Pelo teu sorriso.
Pode ser que um dia, ninguém sabe,
Ele se arrependa.
Mas hoje é terça-feira
E ele te traz na mente.
E na agenda.

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abril 14, 2010

freios

por Marcelo Almeida

já não disfarço mais o meu desejo.
meus olhos não desviam dos teus seios.
minha boca, se berra por teu beijo,
implora que esqueças dos teus freios.

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abril 14, 2010

muito. pouco.

por Marcelo Almeida

tanto tempo. tanta mágoa. tanta dor.
tanta falta. tanto medo. tanto fel.
pouco riso. pouco gozo. pouco amor.
pouco beijo. pouco abraço. pouco céu.

abril 5, 2010

Ainda

por Marcelo Almeida

Não consegui te esquecer,
Nem mesmo sei se tentei,
Por tanto tempo chorei…
Quem sabe, quero sofrer?
Talvez, amanhã, eu te esqueça
Mas hoje, no pensamento,
Vou viver cada momento
Por mais duro que pareça.
Cada beijo, cada olhar,
Cada instante bonito
Que parecia infinito
Mas que solveu-se no ar

Lembro, claro, do teu rosto,
Da tua pele, teu riso,
Do teu querer indeciso.
Sinto, de novo, teu gosto,
Teu cheiro.
Tua boca na minha,
Minha mão sobre a tua
E quando te deixei nua?
Aquele frio na espinha…
O teu jeito charmoso
De querer mais carinho
E o suspiro baixinho
Ritmando teu gozo,
Esquecer?
Sei, é possível…
Mas desistir de tentar
Pra sempre te conquistar,
É inadmissível!

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abril 5, 2010

Moça na Foto

por Marcelo Almeida

Eu me perdi nesse teu olhar
Doce e sereno.
Sinto-me tolo, frágil e
Tão pequeno,
Um menino,
Entregue à vontade soberana
Do destino.
Eu sei…
É só um retrato…
Mas o que sinto é mais
Que poesia,
Fantasia,
É fato.
É mais que alegria,
Euforia,
É raro.
É tão bonito,
Que o que eu penso em dizer-te
Deve ser dito:
Eu te amo!
Mesmo tão distante,
Já neste instante,
Eu amo.
Pensam que mal te conheço,
Mas já absorvi-te
Até o avesso…
E pago o alto preço
De dizer-te que te amo
Mesmo antes
De tocar teu rosto,
Sentir, nos teus lábios,
O teu gosto
E abandonar de vez o meu juízo
Pela conquista da jóia mais rara, preciosa…
O teu sorriso.

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abril 5, 2010

Palavra

por Marcelo Almeida

Me dá tua palavra
Qualquer palavra
Eu quero o som
Sussurro ou grito
Que algo seja dito
Pela boca
Amada
Beijada
Hoje calada
Qualquer palavra

Eu quero aproximação
Eu quero a próxima ação
(Que não seja o fim!)
Que seja o sim
Que seja o som
Das palavras

Parece absurdo
Mas estou ficando surdo
De tanto que não escuto
A tua voz
Tuas palavras
Eu quero o som

Que tudo fique claro
Quando você disser
Que tudo fique, claro,
Como Deus quiser.

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abril 5, 2010

Quero Tanto

por Marcelo Almeida

Quero viver todo dia do teu lado
Muito feliz porque sou teu namorado
Quero passar o sábado no edredom
Te ouvindo ler os versos do Drummond
Quero acabar meu sorvete de casquinha
Sem você nem ter saído da provinha
Quero andar de mãos dadas, distraído
(E ser saudado pelo desconhecido)
Quero te ver pedindo saladinhas
Só pra depois engordar com lajotinhas
(E passar a semana reclamando
Mas gastar as calorias me amando)
Quero bater papo sobre o U2
E, pra implicar, comparar com o Pato Fu
Quero ficar calado dias inteiros
Pra não te atrapalhar em teus roteiros
Quero fazer um risotto diferente
E servir num jantar chique, só pra gente
Quero dar a volta ao mundo contigo
E ser pra sempre o seu melhor amigo
Quero guardar rolhas, fósforos, momentos
Quero aplaudir de pé os teus talentos
Quero entregar meu sono nos teus braços
E ilustrar meus sonhos com os teus traços
Quero você em paz comigo. Mais nada.
Quero você pra minha namorada.

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abril 3, 2010

no teu tempo

por Marcelo Almeida

Te amo incondicionalmente
Mas tenho medo de que isso te agrida
E te imploro desesperadamente:
Nunca te sintas presa à minha vida.

Tu és livre e é livre que te amo.
Presa és triste… o mundo tão medonho.
Sorri sempre! Atenta ao que clamo:
Não tenhas pesadelo com meu sonho.

O amor é lindo, eterno, cristalino
Quando respeita os dois (e cada um).
Para entender o amor genuíno:
Se não é bom pra ambos, não é pra nenhum!

Por isso, muito além do sentimento
Olho para o tempo o tempo inteiro
E respeito muito, linda, teu momento.
Antes de amante, sou teu companheiro.

Não vamos mais viver tantos tormentos
Sei que o que sinto não é passageiro…
Mas só matando as dores, os sofrimentos,
Para o amor não ser mais prisioneiro.

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abril 3, 2010

Onipresença

por Marcelo Almeida

Mesmo tão distante,
Tão presente…
Se me distraio um instante
Não mais que de repente
Você aparece
E, sempre que acontece,
Tudo se renova,
Tudo põe à prova
O que quero crer.
Há sempre alguém
Para falar seu nome,
Para lembrar seu jeito,
Citar suas palavras.
Há sempre uma pergunta,
Sempre alguém que junta,
Tantos retalhos.
Muitos atalhos
Até você.
E tudo gira em torno -
Em belo contorno -
Da sua silhueta
Projetada na parede,
Saciando a sede
Que a saudade causa.
Uma breve pausa
No distanciamento,
No meu sofrimento.
Um raro momento,
Para sorrir.
Frágil miragem!
Rápida viagem
Ao passado.
(O que eu fiz de errado?)
Mas há algo de bem triste
Nisto que insiste
Em me possuir.
Quando volto a mim,
Eu só vejo o fim.
Eu só sinto a dor.

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abril 3, 2010

Machuca

por Marcelo Almeida

O que mais machuca
Não é a distância,
A ignorância
Sobre a tua vida.
Não são os golpes precisos
Das más lembranças.
Nem das boas.
Não é pisar nos cacos
De cada sonho
Destruído.
Não é ser estrangulado,
Sufocado
Pelas mãos frias, firmes,
Implacáveis
Do fracasso.
Não é ser pisoteado por um
Exército impiedoso de
Dúvidas.
Não é ser queimado vivo
Pela inquisidora paixão
Que ainda sinto.
Não é ser lentamente torturado
Pelo meu amor próprio e
Pelo meu próprio amor
Que um dia vi nascer, pequeno e indefeso,
E criei.
Não é ter que engolir a seco
Todas as pedras que eu mesmo atirei.
Não é ter meu ego extirpado.
Nem é ver minha alma
Violentada no cárcere.
O que mais machuca, meu amor,
São os profundos lanhos
Dessa navalha afiada
Do teu silêncio.

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abril 3, 2010

Te Amo

por Marcelo Almeida

Um milhão de vezes,
Te amo.
Me humilhando às vezes,
Te amo.
Em toda circunstância,
Te amo.
E a qualquer distância,
Te amo.

Te amo porque amo amar-te.
Te amo e desejo desejar-te.
Te amo por inteiro. Cada parte.
Te amo. Insaciável em saciar-te.

Te amo com amor puro. Inocente.
Te amo com amor puto. Indecente.

Te amo. E para sempre te amarei.
Mas nunca me perguntes como sei,
Porque não sei. Eu só sonhei
Te amar para sempre. Como sempre amei.

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abril 3, 2010

Sabe o que me espanta?

por Marcelo Almeida

Sabe o que me espanta?
É que eu tento tudo
E nada adianta.
É você que ainda
Continua linda
Em todos os cantos
Do meu pensamento.
Por mais que eu mereça,
Por mais que eu conheça,
Milhares de
Mulheres
Melhores
É você que eu amo.

Amo os seus olhos
Que enxergam em mim
Tantos defeitos.
Amo seus seios,
Deslumbrantes, perfeitos,
Esculpidos por Michelangelo.
Amo sua boca,
Berço do sorriso
Mais maravilhoso
Que eu já pude ver.

Amo a sua mão
Que, com a minha mão,
Fez a comunhão
Mais honesta, mais correta,
Mais justa,
Que eu conheci.

Amo o seu perfume,
Amo o seu gosto,
Sua simples existência,
Sua inteligência,
Rara,
Quintessência.
Amo o seu charme
Que desequilibra
Porque embriaga.

Amo o seu abraço
E o seu beijo.

Amo a sua voz
E, às vezes,
Seu atroz
Jeito de Leão.

Amo, quando você se entrega,
Sua alma desnuda,
Linda,
Como um verso de Neruda.

Sabe, o que me espanta
É tudo o que me encanta,
E cada dia mais,
Em você.

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abril 3, 2010

Ridículo

por Marcelo Almeida

Ridículo
É como me sinto
Diante deste teu, parece, instinto
De me condenar
Ao ostracismo
Me empurrar
No abismo
Da solidão.
Não é possível
Que estejas insensível
A perceber
Aquele nosso amor maiúsculo,
Hoje tão ralo, crepúsculo,
Inerte músculo
Que padece
Que carece
Do menor carinho
Pra viver.
Abre teus olhos,
Abre teu peito,
Deixa pra trás o que foi feito
E começa o novo,
De novo.
Eu errei,
E, talvez, tenhas errado
Mas nunca o bastante
Pra não querer-te um instante
Ao meu lado.
Deixa de orgulho!
Pelo amor de Deus,
Muitos dos teus sonhos
Também são meus.
Vamos vivê-los,
Vamos aquecê-los
Com aquele amor
Ardente,
Verdadeiro,
Transparente
Que um dia nos uniu.
Faz tanto tempo que eu
Nem te vejo
E ainda é presente o desejo
De beijar a tua boca.
Já tentei te esquecer,
Te amaldiçoei.
Mas tudo de concreto
Que aconteceu
Foi ter que abrir a porta pro amor
Que não morreu.
E recebê-lo aqui,
Nessa apertada solitária…
Eu com ele, nesse escuro cubículo,
Me sentindo triste, turvo
E ridículo.

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abril 1, 2010

keep walking

por Marcelo Almeida

Keep Walking! -
Disse-me Johnnie
Embalado pelo solo
Do saxofone
Meio rouco,
Meio louco.
Pouca luz…
Talvez isso tudo seja mesmo
Blues.
E eu aqui.
Dentro de mim,
Além do exagerado teor
De bebida
Que anestesia,
Entorpece,
Há um monte de coisas bonitas
Que a gente não esquece
E quer dizer, a qualquer custo,
Que sente.
Então,
Quando acabar de ler este poema,
Saiba que ele foi escrito,
Com o que há de mais bonito
Daquilo que sente um homem.
Todas as mágoas somem,
As angústias se vão
E fica apenas o amor de sempre,
Sincero,
No coração.
Vão embora a dor
E a frustração.
E o que toma meu pensamento
E, agora, eu digo
É que eu só queria você aqui,
Comigo.
Porque eu te amo!
Segurando a tua mão,
Escutaria, então,
Um mais doce,
Menos aflito,
Grito
Do oxidado saxofone.
Keep walking!
Diria, pra gente, o Johnnie.

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abril 1, 2010

Meus Poetas

por Marcelo Almeida

A me proteger da tua
Indelicada frieza,
E inexplicável escassez
De caráter,
Apenas o exército de poetas
De versos,
Diversos,
Contundentes,
Estrondosos,
Que invoco, em apuros.

Quando a solidão,
Cruel carrasco,
Me enforca,
Salvam-me as palavras
De Garcia Lorca,
Que traz consigo sempre
A inestimável ajuda
De seu amigo de língua,
Pablo Neruda.

Cecília Meireles, meu escudo,
Contra teu ódio, indiferença,
Quase tudo,
Não abandona a luta.
É guerreira,
Como os heróis de trincheira,
Mário de Andrade
E Bandeira.

E o que seria de mim
Sem Fernando Pessoa
Que, às vezes disfarçado,
É incansável, é valente,
Ao meu lado.
Se desprezado,
Quase sucumbo ao ataque,
Mas rogo,
Pela força de Bilac,
Que não foge
À mais violenta
Das batalhas.

Quando a tristeza é
Mais forte
E, já beirando a morte,
Rendo-me e
Sinto saudade,
Curam-me os poemas
De Carlos Drummond de Andrade.

Sá-Carneiro, amigo,
Tantas vezes abrigo
Do perene perigo
Da sala vazia.
Do calor que nos unia,
Perigosos resquícios…
Prontamente eliminados,
Por Vinícius.
De Shakespeare, os sonetos,
Poderosos amuletos,
Para a guerra
Pela vida.
Injusta vida
Longe de ti.

Estilhaços de dúvidas e a incerteza,
Se invadem a fortaleza
Em que me escondo,
Num ato hediondo,
Levam-me ao chão.
Febril, não mantenho o controle
Da mente
Novamente
Insana
Mas guia-me ao meu leito,
Mário Quintana.
Hosana!
O breve murmúrio
De um homem
De luto,
Cansado da luta.
Quem escuta?
Quem ampara esse
Pobre poeta que já nem sabe o que quer?
Manoel de Barros, Gonçalves Dias
E Charles Baudelaire!

Vivo, assim, eu, pois, melhor que ti!
O poeta por mais que sofra, sorri!
Tu, com teu silêncio
Inescrupuloso,
Orgulhoso,
Teimoso,
Desastroso,
Viras cárcere,
Condenada por Camões,
Que te leva aos porões.
Menotti Del Picchia te tranca,
Bocage insulta,
E Florbela espanca!

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março 27, 2010

na hora do planeta

por Marcelo Almeida

céu apagado,
tudo escuro.
olho pro lado
e te procuro.
abandonado,
sempre misturo
o meu passado
com teu futuro.
apaixonado,
já não me curo.
deixo guardado,
meu amor puro.

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março 24, 2010

Quero

por Marcelo Almeida

Quero tua coxa nua
Suada, na minha palma.
Quero tua cor de lua
Bordada, na minha alma.
Quero tua boca crua
Roubando a minha calma.

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março 24, 2010

trova tuiteira 062

por Marcelo Almeida

eu tenho um segredo sagrado
que eu guardo, calado, por medo.
eu deixo no peito, algemado,
sangrando, o sagrado segredo.

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março 22, 2010

trova tuiteira 061

por Marcelo Almeida

em sonhos, delírios, devaneios
teu corpo visita a minha mente
beijo a tua boca. e teus seios.
preso em tuas coxas. ardentes.

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março 22, 2010

trova tuiteira 060

por Marcelo Almeida

dia tão longo, não te vi…
foi bom ouvir a tua voz!
matou a saudade de ti,
pariu a vontade de nós.

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março 22, 2010

trova tuiteira 059

por Marcelo Almeida

Há anos te amo. E amo tanto.
Com amor que nem sabia que tinha.
Talvez um dia, tomara, por encanto
Tua boca se encontre. Na minha.

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março 22, 2010

trova tuiteira 058

por Marcelo Almeida

Queria ser tua lótus desenhada
E beijar, beijo eterno, teu pescoço
Pra deixar a tua alma encharcada
De amor enebriante do meu poço.

março 22, 2010

trova tuiteira 057

por Marcelo Almeida

A mente sem dor, é dormente.
É mente que mente pra gente,
Oculta a dor que ela sente.
E esconde um passado presente.

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março 22, 2010

trova tuiteira 056

por Marcelo Almeida

O coração que é vazio de amor
Se dá pra mãe da dor, agonia.
Em aliança estéril, incolor,
O peito oco para. E esfria.

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março 22, 2010

trova tuiteira 055

por Marcelo Almeida

toda a paz que vem na tua voz
e todo o amor no teu olhar
fazem do meu peito, sua foz
como se minh’alma fosse mar.

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março 22, 2010

trova tuiteira 054

por Marcelo Almeida

pra olhar o futuro, sou profeta
pra estar no pedestal, sou lirismo
pra beijar as palavras, sou poeta
pra morrer de amor, eu sou abismo

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março 22, 2010

trova tuiteira 053

por Marcelo Almeida

ela me fez aprender o amor
ela me fez entender o Bono
ela me deu de presente a dor
e roubou pra sempre o meu sono.

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